quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ocupemos o futuro - Noam Chomsky

 08/12/2011
 
Temos a plutocracia e o precariado: o 1% e os 99%, como se vê no movimento Ocupar. Não são cifras literais mas sim, é a imagem exacta. O aspecto mais digno de entusiasmo do movimento Ocupar Wall Street é a construção de vínculos que estão a formar-se em toda a parte.
Dar uma conferência em memória de Howard Zinn é uma experiência agridoce para mim. Lamento que ele não esteja aqui para tomar parte e revigorar um movimento que foi o sonho da sua vida. Com efeito, ele pôs boa parte dos seus ensinamentos nisso.
Se os laços e associações que se estão a estabelecer nestes acontecimentos notáveis puderem sustentar-se durante o longo e difícil período que os espera – a vitória nunca chega logo -, os protestos do Ocupar Wall Street poderão representar um momento significativo na história norte-americana.
Nunca se tinha visto nada como o movimento Ocupar Wall Street, nem em tamanho nem em carácter. Nem aqui nem em parte alguma do mundo. As vanguardas do movimento estão a tratar de criar comunidades cooperativas que bem poderiam ser a base de organizações permanentes, de que se necessita para superar os obstáculos vindouros e a reacção contra o que já se está a produzir.
Que o movimento Ocupem não tenha precedentes é algo que parece apropriado, pois esta é uma era sem precedentes, não só nestes momentos, mas desde os anos 70.
Os anos 70 foram uma época decisiva para os Estados Unidos. Desde a sua origem este país teve uma sociedade em desenvolvimento, não sempre no melhor sentido, mas com um avanço geral em direcção da industrialização e da riqueza.
Mesmo em períodos mais sombrios, a expectativa era que o progresso teria de continuar. Eu tenho idade suficiente para recordar a Grande Depressão. Em meados dos anos 30, quando a situação objectivamente era muito mais dura que hoje, e o espírito bastante diferente.
Estava-se a organizar um movimento de trabalhadores militantes – com o Congresso de Organizações Industriais (CIO) e outros – e os trabalhadores organizavam greves e operações padrão a ponto de quase tomarem as fábricas e as comandarem por si mesmos.
Devido às pressões populares foi aprovada a legislação do New Deal. A sensação que prevalecia era que sairíamos daqueles tempos difíceis.
Agora há uma sensação de desesperança e às vezes desespero. Isto é algo bastante novo na nossa história. Nos anos 30, os trabalhadores poderiam prever que os empregos iriam voltar. Agora, os trabalhadores da indústria, com um desemprego praticamente ao mesmo nível que durante a Grande Depressão, sabem que, se as políticas actuais persistirem, esses empregos terão desaparecido para sempre.
Essa mudança na perspectiva norte-americana evoluiu a partir dos anos 70. Numa mudança de direcção, vários séculos de industrialização converteram-se numa desindustrialização. Claro, a manufactura continuou, mas no exterior; algo muito lucrativo para as empresas mas nocivo para a força de trabalho.
A economia centrou-se nas finanças. As instituições financeiras expandiram-se enormemente. Acelerou-se o círculo vicioso entre finanças e política. A riqueza passou a concentrar-se cada vez mais no sector financeiro. Os políticos, confrontados com os altos custos das campanhas eleitorais, afundaram-se profundamente nos bolsos de quem os apoia com dinheiro.
E, por sua vez, os políticos os favoreciam, com políticas favoráveis a Wall Street: desregulação, transferências fiscais, relaxamento das regras da administração corporativa, o que intensificou o círculo vicioso. O colapso era inevitável. Em 2008, o governo mais uma vez resgatou as empresas de Wall Street que eram supostamente grande demais para falirem, com dirigentes grandes demais para serem encarcerados.
Agora, para a décima parte do 1% da população que mais beneficiou das políticas recentes ao longo de todos esses anos de ganância e enganos, tudo vai muito bem.
Em 2005, o Citigroup – que certamente foi objecto em ocasiões repetidas de resgates do governo – viu o luxo como uma oportunidade de crescimento. O banco distribuiu um folheto para investidores no qual os convidava a investirem o seu dinheiro em algo chamado de índice de plutonomia, que identificava as acções das companhias que atendessem ao mercado de luxo.
O mundo está dividido em dois blocos: a plutocracia e o resto, resumiu o Citigroup. “Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá são as plutocracias-chave: as economias impulsionadas pelo luxo”.
Quanto aos não ricos, às vezes chamados de precariado: o proletariado que leva uma existência precária na periferia da sociedade. Essa periferia, no entanto, converteu-se numa proporção substancial da população dos Estados Unidos e de outros países.
Assim, temos a plutocracia e o precariado: o 1% e os 99%, como se vê no movimento Ocupar. Não são cifras literais mas sim, é a imagem exacta.
A mudança histórica na confiança popular no futuro é um reflexo de tendências que poderão ser irreversíveis. Os protestos do movimento Ocupem são a primeira reacção popular importante que poderão mudar essa dinâmica.
Eu detive-me nos assuntos internos. Mas há dois acontecimentos perigosos na arena internacional que ofuscam todos os demais.
Pela primeira vez na história há ameaças reais à sobrevivência da espécie humana. Desde 1945 temos armas nucleares e parece um milagre que tenhamos sobrevivido. Mas as políticas do governo Barack Obama estão a fomentar a escalada.
A outra ameaça, claro, é a catástrofe ambiental. Por fim, practicamente todos os países do mundo estão a tomar medidas para fazer algo a respeito disso. Mas os Estados Unidos estão a regredir.
Um sistema de propaganda reconhecido abertamente pela comunidade empresarial declara que a mudança climática é um engano dos sectores liberais. Por que teríamos de dar atenção a esses cientistas?
Se essa intransigência no país mais rico do mundo continuar, não poderemos evitar a catástrofe.
Deve fazer-se algo, de uma maneira disciplinada e sustentável. E logo. Não será fácil avançar. É inevitável que haja dificuldades e fracassos. Mas a menos que o processo que está a ocorrer aqui e noutras partes do país e de todo o mundo continue a crescer e se converta numa força importante da sociedade e da política, as possibilidades de um futuro decente são exíguas.
Não se pode lançar iniciativas significativas sem uma ampla e activa base popular. É necessário sair por todo o país e fazer as pessoas entenderem do que se trata o movimento Ocupar Wall Street, o que cada um pode fazer e que consequências teria não fazer nada.
Organizar uma base assim implica educação e activismo. Educar as pessoas não significa dizer em que acreditar; significa aprender dela e com ela.
Karl Marx disse: a tarefa não é somente entender o mundo, mas transformá-lo. Uma variante que convém ter em conta é que, se queremos com mais força mudar o mundo, vamos entendê-lo. Isso não significa escutar uma palestra ou ler um livro, embora essas coisas às vezes ajudem. Aprende-se a participar. Aprende-se com os demais. Aprende-se com as pessoas com quem se quer organizar. Todos temos de alcançar conhecimentos e experiências para formular e implementar ideias.
O aspecto mais digno de entusiasmo do movimento Ocupar Wall Street é a construção de vínculos que estão a formar-se em toda a parte. Esses laços podem manter-se e expandir-se, e o movimento poderá dedicar-se a campanhas destinadas a porem a sociedade numa trajetória mais humana.
Este artigo é uma adaptação da intervenção de Noam Chomsky no acampamento Occupy Boston, na praça Dewey, em 22 de Outubro. Ele falou numa atividade de uma série de Conferências em Memória de Howard Zinn, celebrada pela Universidade Livre do Ocupar Boston. Zinn foi historiador, activista e autor de A People’s History of the United States.
 
Noam Chomsky é  linguista, filósofo e ativista político.


terça-feira, 6 de abril de 2010

A Reforma Sanitária dos Estados Unidos

BARACK Obama é um fanático crente do sistema capitalista imperialista imposto pelos Estados Unidos ao mundo. "Deus abençoa os Estados Unidos", conclui seus discursos.

Alguns de seus fatos feriram a sensibilidade da opinião mundial, que viu com simpatias a vitória do cidadão afro-americano frente ao candidato de extrema direita desse país. Apoiando-se numa das mais profundas crises econômicas que conheceu o mundo, e na dor causada pelos jovens norte-americanos que morreram ou foram feridos ou mutilados nas guerras genocidas de conquistas de seu predecessor, obteve os votos da maioria de 50% dos norte-americanos que acodem às urnas nesse democrático país.

Por elementar sentido ético, Obama deveu abster-se de aceitar o Prêmio Nobel da Paz, quando já tinha decidido o envio de 40 mil soldados a uma guerra absurda no coração da Ásia.

A política militarista, o saque dos recursos naturais, o intercâmbio desigual da atual administração com os países pobres do Terceiro Mundo, em nada se diferencia da de seus antecessores, quase todos da extrema direita, com algumas exceções, ao longo do século passado.

O documento antidemocrático imposto na Cúpula de Copenhague à comunidade internacional — que acreditara na sua promessa de cooperar na luta contra a mudança climática — foi outro dos fatos que desenganaram muitas pessoas no mundo. Os Estados Unidos, o país maior emissor de gases de efeito estufa, não estavam dispostos a realizar os sacrifícios necessários, apesar das palavras lisonjeiras prévias de seu presidente.

Seria interminável a lista de contradições entre as ideias que a nação cubana defende com grandes sacrifícios durante medio século e a política egoísta desse império colossal.

Apesar disso, não sentimos nenhuma animadversão por Obama, e muito menos pelo povo dos Estados Unidos. Consideramos que a Reforma da Saúde constitui uma importante batalha e um sucesso de seu governo. Não obstante, parece algo realmente insólito que 234 anos depois da Declaração de Independência, na Filadélfia, em 1776, inspirada nas ideias enciclopedistas francesas, o governo desse país aprovasse o atendimento médico para a imensa maioria de seus cidadãos, coisa que Cuba conseguiu para toda sua população há mais de meio século, apesar do cruel e desumano bloqueio imposto e ainda vigente por parte do país mais poderoso que jamais existiu. Antes, depois de quase um século de independência e sangrenta guerra, Abraham Lincoln conseguiu a liberdade legal dos escravos.

Não posso, por outro lado, deixar de pensar num mundo onde mais de um terço da população não tem atendimento médico e os medicamentos essenciais para garantir sua saúde, situação que se agravará na medida em que a mudança climática, a escassez de água e de alimentos sejam maiores, num mundo globalizado onde a população cresce, os bosques desaparecem, a terra agrícola diminui, o ar se torna irrespirável, e a espécie humana que o habita — que emergiu há menos de 200 mil anos, ou seja 3,5 bilhões de anos depois que surgiram as primeira formas de vida no planeta — corre o risco real de desaparecer como espécie.

Admitindo que a reforma sanitária significa um sucesso para o governo de Obama, o atual presidente dos Estados Unidos não pode ignorar que a mudança climática significa uma ameça para a saúde e, pior ainda, para a própria existência de todas as nações do mundo, quando o aumento da temperatura — além dos limites críticos que são visíveis— dilua as águas gélidas das calotas polares, e dezenas de milhões de quilômetros cúbicos armazenados nas enormes camadas de gelo acumuladas na Antártida, Groenlândia e Sibéria degelem numas poucas dezenas de anos, inundando todas as instalações portuárias do mundo e as terras onde hoje vive, se alimenta e trabalha grande parte da população mundial.

Obama, os líderes dos países ricos e seus aliados, seus cientistas e centros sofisticados de pesquisas sabem disso; é imposível que o ignorem.

Compreendo a satisfação com que se expressa e reconhece, no discurso presidencial, a contribuição dos membros do Congresso e da adminitração que tornaram possível o milagre da reforma sanitária, o qual fortalece a posição do governo face a lobistas e mercenários da política, que limitam as faculdades da adminitração. Seria pior se os que protagonizaram as torturas, os assassinatos por contrato e o genocídio ocupassem novamente o governo dos Estados Unidos. Como pessoa incontestavelmente inteligente e suficientemente bem informada, Obama sabe que não exagero nas minhas palavras. Espero que as tolices que, às vezes, expressa sobre Cuba não obnubilen sua inteligência.

Depois do sucesso nesta batalha pelo direito à saúde de todos os norte-americanos, 12 milhões de imigrantes, em sua imensa maioria latino-americanos, haitianos e de outros países do Caribe, reclaman a legalização de sua presença nos Estados Unidos, onde realizam os trabalhos mais duros e dos quais a sociedade norte-americana não pode prescindir, na qual são presos, afastados de suas famílias devoltos a seus países.

A imensa maioria emigrou para a América do Norte como consequência das tiranias impostas pelos Estados Unidos aos países da área e da brutal pobreza à qual foram submetidos como consequência do saque de seus recursos e do intercâmbio desigual. Suas remessas familiares constituem uma elevada porcentagem do PIB de suas economias. Esperam agora um ato de justiça elementar. Se ao povo cubano foi imposta uma Lei de Ajuste, que promove o roubo de cérebros e o despojo de seus jovens instruídos, por que são empregues métodos tão brutais com os imigrantes ilegais dos países latino-americanos e caribenhos?

O devastador terremoto que açoitou o Haiti — o país mais pobre da América Latina, que acaba de sofrer uma catástrofe natural sem precedentes que deixou um saldo de mais de 200 mil óbitos — e o terrível prejuízo econômico que outro fenômeno similar ocasionou no Chile, são provas eloquentes dos perigros que ameaçam a chamada civilização e a necessidade de drásticas medidas que outorguem à especie humana a esperança de sobreviver.

A Guerra Fria não trouxe nenhum benefício para a população mundial. O imenso poder econômico, tecnológico e científico dos Estados Unidos não pode sobeviver à tragédia que paira sobre o planeta. O presidente Obama deve procurar no seu computador os dados pertinentes e dialogar com seus cientistas mais eminetes; ele constatará quão longe está seu país de ser o modelo que apregoa para a humanidade.

Por ser afro-americano, ali sofreu as afrontas da discriminação, segundo narra em seu livro Os sonhos de meu pai; ali conheceu a pobreza em que vivem dezenas de milhões de norte-americanos; ali educou-se, mas ali também desfrutou como profissional bem-sucedido os privilégios da classe média rica, e terminou idealizando o sistema social, onde a crise econômica, as vidas dos norte-americanos inutilmente sacrificadas e seu indiscutível talento político lhe deram a vitória eleitoral.

Apesar disso, para a direita mais recalcitrante, Obama é um extremista, que ameaçam de continuar travando a batalha no Senado para neutralizar os efeitos da reforma e sabotá-la abertamente em vários Estados da União, declarando inconstitucional a Lei aprovada.

Os problemas da nossa epoca são ainda muito mais graves.

O Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e outros organismos internacionais de créditos, sob controle estrito dos Estados Unidos, permitem que os grandes bancos norte-americanos — criadores dos paraísos fiscais e responsáveis pelo caos financeiro no planeta — sejam trazidos à superfície pelos governos desse país em cada uma das frequentes e crescentes crises do sistema.

A Reserva Federal dos Estados Unidos emite à vontade as moedas conversíveis que finaciam as guerras de conquista, os lucros do Complexo Militar-Industrial, as bases militares espalhadas por todo o mundo e os grandes investimentos de multinacionais que controlam a economia em muitos países do mundo. Nixon suspendeu unilateralmente a conversão do dólar em ouro, enquanto nos Bancos de Nova Iorque se guardam sete mil toneladas de ouro, pouco mais do 25% das reservas mundiais desse metal, cifra que no fim da 2ª Guerra Mundial ultrapassava 80%. Argumenta-se que a dívida pública é de acima de US$10 trilhões, o que excede 70% do seu PIB, como uma carga que é transferida para as novas gerações. Isto afirma-se quando, na verdade, quem paga essa dívida é a economia mundial, com enormes gastos em bens e serviços que oferece para adquirir dólares norte-americanos, com os quais as grandes multinacionais desse país se apropriaram de uma parte considerável das riquezas do mundo e sustentam a sociedade de consumo dessa nação.

Qualquer um compreende que tal sistema é insustentável e por que os setores mais ricos nos Estados Unidos e seus aliados no mundo defendem um sistema apenas sustentável com a ignorância, as mentiras e os reflexos condicionados criados na opinião mundial através do monopólio da mídia, incluídas, as redes principais da internet.

Hoje tudo isto colapsa diante do avanço acelerado da mudança climática e suas funestas consequências, que colocam a humanidade ante um dilema excepcional.

As guerras entre as potências não parecem ser neste momento a solução possível para estas grandes contradições, como o foram até a segunda metade do século 20; mas, ao mesmo tempo, têm incidido de tal forma nos fatores que tornam possível a sobrevivência humana, que podem pôr fim prematuramente à existência da atual espécie inteligente que habita nosso planeta.

Há alguns dias, expressei minha convicção de que, à luz dos conhecimentos científicos que hoje se dominam, o ser humano deverá resolver seus problemas no planeta Terra, já que jamais poderá percorrer a distância entre o Sol e a estrela mais próxima, situada a quatro anos luz, velocidade que equivale a 300 mil quilômetros por segundo — como sabem nossos alunos de ensino secundário — se ao redor desse Sol existisse um planeta parecido com nossa bela Terra.

Os Estados Unidos investem avultadas quantias para comprovar se no planeta Marte há água, e se existiu ou existe alguma forma elementar de vida. Ninguém sabe para quê, a não ser por curiosidade científica. Milhões de espécies desaparecem a ritmo crescente em nosso planeta e suas fabulosas quantidades de água constantemente são contaminadas.

As novas leis da ciência — a partir da fórmula de Einstein sobre a energia e a matéria, e a teoria da grande explosão como origem dos milhões de constelações e infinitas estrelas ou outras hipótese — deram lugar a profundas mudanças em conceitos fundamentais como o espaço e o tempo, que atraem a atenção e a análise dos teólogos. Um deles, nosso amigo brasileiro Frei Betto, trata do assunto no seu livro A obra do artista: Uma visão holística do Universo, lançado na última Feira Internacional do Livro de Havana.

Os avanços da ciência nos últimos cem anos impactaram os enfoques tradicionais que prevaleceram durante milhares de anos nas ciências sociais e, inclusive, na filosofia e na teologia.

Não é pouca a atenção que os mais honestos pensadores prestam aos novos conhecimentos, mas não sabemos absolutamente nada do que pensa o presidente Obama sobre a compatibilidade da sociedade de consumo e a ciência.

Entretanto, vale a pena meditar de quando em quando estes temas. Com certeza, não por isso o ser humano deixará de sonhar e de levar as coisas com calma e nervos de aço. Este é o dever, ao menos, daqueles que escolheram o ofício de políticos e o nobre e irrenunciável propósito de uma sociedade humana solidária e justa.

Fidel Castro Ruz

24 de março de 2010

18h40

Premio Nobel de la Paz denuncia campaña contra Cuba


Premio Nobel de la Paz denuncia campaña contra Cuba

Pedro de la Hoz
pedro.hg@granma.cip.cu

El argentino Adolfo Pérez Esquivel, Premio Nobel de la Paz, refrendó ayer las iniciativas de los capítulos mexicano y brasileño de la red En Defensa de la Humanidad en respaldo al pueblo cubano, blanco de una campaña mediática desatada desde Estados Unidos y Europa.

Adolfo Pérez Esquivel, Premio Nobel de la Paz.
Adolfo Pérez Esquivel, Premio Nobel de la Paz.

Reconocido internacionalmente por su labor promotora de los derechos humanos, Pérez Esquivel denunció cómo "los medios de comunicación que incomunican buscan imponer una visión condicionada y restringida de acuerdo a sus intereses políticos", a la vez que "guardan silencio sobre la solidaridad de Cuba hacia los pueblos más necesitados, entre ellos Haití, y sobre los avances del pueblo cubano y el bloqueo infame de Estados Unidos".

El llamamiento En Defensa de Cuba fue suscrito también este lunes por el prestigioso jurista norteamericano y organizador de eventos artísticos Bill Martínez, quien en los últimos años ha encabezado un programa para la normalización de las relaciones culturales entre Estados Unidos y Cuba, entorpecidas por la política hostil de Washington hacia la isla.


segunda-feira, 27 de abril de 2009

É verdade!

Parlamentar cubano reage a proposta do Brasil
Seg, 27 Abr, 03h48
HAVANA (AFP) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) é um "cadáver" incapaz de salvar a economia mundial da crise, afirmou nesta segunda-feira um alto dirigente do Parlamento de Cuba, dois dias depois de o Brasil ter pedido a incorporação da ilha ao organismo.
Em um artigo publicado no jornal oficial Granma, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Parlamento, Osvaldo Martínez, classificou como uma "tentativa de ressuscitar um cadáver", o "papel central" que a Cúpula do G-20 de Londres deu ao FMI, classificado como "maior símbolo" da política neoliberal.
"É a tentativa de ressuscitar um cadáver. Não é qualquer cadáver, e sim o pior deles. É insensato triplicar os recursos administrados pelo FMI e tornar esta desprestigiada instituição o centro executor de um suposto plano concertado entre os grandes da globalização para retirar a economia mundial da crise", ressaltou.
O deputado destacou que o FMI, o Banco Mundial (Bird) e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) não "foram capazes de prever a crise que era já iminente e evidente".
Martínez não se refere em seu artigo ao pedido feito no final de semana pelo ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, para que Cuba seja admitida no Bird e no FMI, fazendo coro com as reivindicações da América Latina para que a ilha seja reincorporada ao sistema interamericano.
"Nada mudou em essência no FMI, mais conhecido por seus erros grosseiros de política e por sua ideologia reacionária", destacou o parlamentar.
Cuba saiu do FMI em 1964 por considerar que o organismo é uma ferramenta do capitalismo dos Estados Unidos, principal acionista do fundo.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Fidel não perde uma...

Fidel diz que Obama foi "evasivo" sobre embargo

Ter, 21 Abr, 09h12

O líder cubano, Fidel Castro, voltou a pedir que os EUA levantem o embargo imposto à ilha há quase cinquenta anos. Logo após o encerramento da 5ª Cúpula das Américas, realizada em Trinidad e Tobago no fim de semana, Fidel publicou mais um de seus artigos comentando o encontro.

No texto, o cubano afirmou que o presidente americano, Barack Obama, é "muito inteligente", mas lamentou o fato de ele ter sido "evasivo" ao responder perguntas sobre o embargo durante a entrevista coletiva que concedeu após a reunião. Além disso, Fidel não fez nenhuma menção aos pedidos do líder americano para que Havana liberte os prisioneiros políticos ou realize uma abertura política no país.

"(Obama) foi áspero e evasivo com relação ao bloqueio", escreveu o cubano. "Desejo recordar um princípio ético elementar relacionado com Cuba: qualquer injustiça, qualquer crime, em qualquer época, não tem desculpa para perdurar; o cruel bloqueio contra o povo cubano custa vidas e sofrimento."

Obama reconheceu que a política de embargo contra a ilha havia fracassado, mas disse que esperava que Cuba libertasse presos políticos em um gesto de boa vontade para avançar no progresso das relações com os EUA. Na véspera da cúpula, Obama levantou algumas restrições impostas à ilha, como a cota de remessas enviadas ao país por cubano-americanos e o limite de viagens realizadas para Cuba.

Fidel, entretanto, não comentou em seu artigo a oferta feita na quinta-feira por seu irmão Raúl, que disse estar disposto a discutir "todos os temas" com os EUA - entre eles, a questão dos direitos humanos e da liberdade de imprensa na ilha. O líder cubano ainda afirmou que Obama reconheceu os programas de assistência implementados pelo governo cubano na região - como o envio de médicos a países da América Latina e do Caribe. No entanto, ele deixou claro que esses projetos fazem parte da "tradição" da Revolução Cubana e não são feitos para "ganhar influência".

sexta-feira, 20 de março de 2009

YouTube - diaries

YouTube - diaries:
DIÁRIOS DE MOTOCICLETA - LEGENDAS EM PORTUGUÊS
Trecho do filme 'Diários de Motocicleta', em que Che Guevara fala de uma América Unida. Com imagens de Che.